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Matérias com as tags: Relatório Extraterrestre

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[28 fev 2011 | Sem comentários | 3.247 visualizações]
Relatório 28:  eu odeio energia eólica

A Irmãos Brothers tinha aparecido no computador de pulso como um exemplo de amor à natureza. Tratava-se de uma grande loja de material de construção que possuía, bem no pátio central, um enorme aerogerador para servir de fonte de energia.
Quê? Você não sabe como é um aerogerador?
É um equipamento que lembra os propulsores da velha espaçonave Kafor 300. Não adiantou muito? Pense num ventilador gigante. Ainda não? Tudo bem, eu coloco uma foto:
Bem, quando chegamos na Irmãos Brothers (para não dar na vista, estávamos transformados em anões), logo fomos … leia mais

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[24 fev 2011 | Sem comentários | 1.270 visualizações]

No dia seguinte, eu estava assistindo a uma corrida de espaçonaves quando Velva bateu à porta da Vork: “Vamos trabalhar, Kubno.”
“Pode esperar um pouco, tenente?” A corrida estava na última volta. Getgo estava a ponto de ser ultrapassado por Vitexus.
“Você não está ansioso para ver como funciona o processo de reciclagem do alumínio?”
“Claro, claro…”
“Então vamos logo! Isso solidificará a práxis do nosso texto.”
“Ok, corações, mas por que o alumínio mesmo?”, perguntei saindo de minha cabine.
“Pense nisso, Kubno: a energia economizada com a reciclagem de uma simples lata pode manter uma … leia mais

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[18 fev 2011 | Sem comentários | 1.354 visualizações]

Gostei de saber que iríamos ver uma conferência da ONU em Estocolmo, na Suécia. Só que Velva queria fazer isso no ano de 1979. Aí as coisas complicaram, porque detesto viagens no tempo. “Elas deixam meus quatro estômagos meio embrulhados”, argumentei. “E se fôssemos pegar um sol em Mercúrio ou andar de skate nos anéis de Saturno?”
A resposta de Velva foi dar um soco no meu estômago inferior direito.
“Pronto, já está embrulhado. Agora vamos.”
Ah, adoro mulheres rudes…
Logo estávamos usando a Marreta e recuando ao ano de 1979, mais precisamente à … leia mais

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[17 fev 2011 | Sem comentários | 1.337 visualizações]

Enquanto eu dirigia a Vork e dava voltas no planeta, imaginava Velva e o supervisor Jopgus juntos em algum lugar romântico, como Veneza, Paris ou um lixão. Eu já não tinha a forma de um cachorro, mas me mordia de ciúmes.
Ao mesmo tempo, eu tinha que descobrir o que significava a abreviatura PPP. Que diabos podia ser aquilo? Pipocas, palhaços e poloneses? Talvez. Pernilongos, pentes e palíndromos? Era mais provável.
Como eu poderia chegar à resposta?, eu me perguntei.
E eu me respondi: “Perguntando, seu estúpido!”
Meus diálogos comigo mesmo sempre são um … leia mais

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[15 fev 2011 | Um comentário | 2.106 visualizações]

Graças a uma ideia minha – apoiada pelo supervisor Jopgus – fomos fazer uma pesquisa sobre reciclagem de papel.
Velva foi transformada numa mulher de rua e passou a conduzir um carrinho. Eu e ele viramos cachorros. Eu, um simpático vira-lata. Ele, um imponente pastor alemão.
No começo do dia, a tenente sofreu um pouco para empurrar o veículo. Não por ter que fazer força, mas por ser obrigada a usar as mãos. Seria tão mais conveniente usar energia mental.
“Ah, esses humanos…”, ela reclamava a cada ladeira.
O dia era de sol e … leia mais

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[11 fev 2011 | 3 comentários | 1.650 visualizações]
Relatório 21: o Etesão

“Se você quer escalar o pé de milho, sinta-se à vontade, Kubno. Eu ficarei por aqui.”
Fiz uma cara de “Hã?” e ela sorriu, apontando dois baldes cheios de espigas à nossa direita.
“Uh-lá-lá!”, exclamei. Realmente o caminho era bem mais curto por ali. Cada um de nós subiu por um balde e fomos nos esbaldar.
Não faça essa cara, eu tenho direito a inventar um trocadilho ruim de vez em quando.
Mas a partir daí aconteceu algo estranho. Enquanto Velva comia feito louca o milho de seu balde, eu mal conseguia roer um grão.
Isto só não foi a coisa … leia mais

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[4 fev 2011 | Sem comentários | 1.269 visualizações]
Relatório 18: a Terra rica e a Té-rapada

Resolvemos, então, visitar a Noruega, o melhor país do mundo segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Vimos gelos, casas bonitas e muitas cidades pequenas. Lá, a renda per capita atinge US$ 84 mil anuais. E a expectativa de vida para as mulheres é de 82 anos.
“Já cansei daqui. Agora vamos para o país com pior IDH do planeta, cabo Kubno”, ordenou Velva. Ah, adoro fêmeas mandonas…
Em poucos segundos chegamos ao Zimbábue. Lá as mulheres vivem em média apenas 43 anos. Quer saber quanto é a renda per … leia mais

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[2 fev 2011 | Um comentário | 1.336 visualizações]
Relatório 17:  o homem zero

Enquanto viajávamos à bordo da Vork, Velva contou-me o que a jovem havia lhe contado sobre Colin Beavan. Ele é um escritor que mora em New York City. A partir de novembro de 2006, Colin tomou uma decisão radical: passar um ano inteiro sem prejudicar o planeta com suas atividades.
“Você acha que ele pode ser um entrevistado interessante, cabo Kubno?”
“Hmm-hmm”, respondi. Mas no íntimo pensava: tomara que ele não venha com gracinhas para cima de Velva. Eu detestaria ter que matar outro humano.
Chegamos ao prédio, batemos palmas e, como o … leia mais

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[28 jan 2011 | 2 comentários | 1.570 visualizações]

Nem bem saímos da relojoaria e nos deparamos com um sujeito que carregava sacolas e olhava para as vitrines com aquele olhar com que nós, tralfamadorianos, costumamos olhar pra uma nebulosa.
De repente uma das sacolas se rompeu. Fomos ajudá-lo.
“Obrigado, queridos. Como vocês se chamam? Meu nome é Credson.”
“Sou Kubno dos Santos e esta é minha esposa…”
“Amiga”, a tenente interrompeu. “Apenas amiga. E olhe, se você quiser, Kubno poderá levar suas sacolas até o carro.”
“Uau, quanta gentileza! Vocês não são deste planeta!”, Credson exclamou, sem desconfiar que estava certo. “Mas, sem … leia mais

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[26 jan 2011 | Sem comentários | 1.137 visualizações]

O relojoeiro ficou de olhos arregalados ao nos ver de volta: “Algum problema, senhores?”
“Roubaram meu relógio”, disparou Velva.
“Meu Deus!”, exclamou o homem. “Querem que chame a polícia?”
“Dane-se a polícia. Estou aqui para entender o comportamento humano e o senhor fez algo que me intrigou: o senhor nos vendeu um bem sem que lhe déssemos dinheiro em troca.”
Não sei se o homem esperava outro tipo de reação, mas pareceu ter ficado feliz ao ouvir aquilo: “Aceita uma água, um café?”
“Aceito uma boa explicação, mas duvido que você a tenha.”
Velva, Velva, sempre … leia mais