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O que não tem desejo é o que mais enriquece

1 março 2011 2.302 visualizações Sem comentários

Durante o episódio O Consumismo e a Corda do Relógio, dirigido por Lina Chamie, uma das discussões que se faz presente no documentário está por conta da abertura de crédito e das vendas facilitadas, parceladas, que trouxe uma mudança radical  no mercado de consumo em todo o mundo.

Hoje, a lógica do consumo leva ao completo achatamento do tempo, é o “ter” de imediato, o “goze agora e seja feliz, pague depois”. Essa lógica se confunde com o direito à felicidade, que passa a marcar nossa cultura, fazendo com que pessoas se sintam mais feliz quando têm o direito ao consumo.

Esta e muitas outras falas estão no depoimento do consultor Paulo Vaz. Também veremos no episódio uma série de entrevistas como o representante do Devedores Anônimos, que fala sobre o poder sedutor do crédito e de como ele é irresistível para pessoas que tem compulsão por compras e do poder ilusório dado pelos cartões de crédito.

Monja Coen Sensei

Outro momento interessante está na voz da Monja Coen Sensei, da comunidade Zen Busdista do Pacaembú, em São Paulo. Ela fala sobre o mal que o desejo descontrolado causa ao ser humano. Momento em que a vida se volta para a realização desse desejo e torna-se um espiral de infelicidades. E durante o seu depoimento, ela fala sobre o fato de não desejar as coisas com a seguinte história:

Quando os discípulos de Buda se juntaram e foram fazer as suas roupas, que era diferente das outras pessoas, a sugestão era: peguem aquilo que foi jogado fora, relíquias que ninguém deseja, porque isso é puro, e se ninguém desejar, estamos no caminho da pureza.

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