Diego Velazquez de Cuellar, o conquistador espanhol
Para o episódio A Cultura e a Casca de Banana, da Série Somos 1 Só, uma série de depoimentos foram tomados para dar base ao roteiro de José Roberto Torero e Gabriella Mancini. E uma das discussões giram acerca da alma do homem branco, dos índios e dos animais.
Para o consultor Eduardo Viveiro, uma das diferentes concepções de alma tidas pelos brancos e pelos índios está nas seguintes crenças: O índio crê que as almas são iguais e os corpos, diferentes; Os brancos, que os corpos são iguais, mas as almas é que os tornam diferentes.
Todos sabemos que muitas atrocidades foram cometidas pelos antigos exploradores quando começaram a circular o mundo em busca de novas riquezas. Na busca por novos escravos, que o conquistador espanhol Diego Velazquez de Cuellar deixou registrado a ida de uma comissão de teólogos reunidos nas Antilhas, no século XVI, a fim de investigar se os índios tinham alma ou não.
Após o estudo, eles decidiram que os índios tinham alma, eram gente ou coisa parecida, o que levou o conquistador espanhol a tomar a decisão de que eles não poderiam mais matar e escravizar o índio como estavam fazendo. A decisão atrapalhou os negócios e rendeu ao explorador uma nova saída: a de importar negros da África.
“Globalização é uma coisa antiga”, é o que declara o conquistador espanhol, em depoimento fictício para a Série Somos 1 Só.
Tags: alma, Antilhas, Cultura, depoimento, Diego Velazquez de Cuellar, índios, Making Of
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