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Marcos Egydio por Torero

10 janeiro 2011 1.702 visualizações Sem comentários

Hoje o roteirista Torero nos traz um pouco da sua impressão sobre a conversa com o consultor Marcos Egydio, para o documentário Produção.

Por José Roberto Torero

A conversa com Marcos Egydio aconteceu num dia de tráfego intenso em São Paulo. Não, tráfego intenso não é o termo apropriado. Todo dia é de tráfego intenso em São Paulo. Troquemos intenso por infernal, pois aquele ia estava especialmente ruim.

Com isso todos da equipe chegamos atrasados no local da entrevista, o escritório do consultor. Por sorte, Marcos também teve problemas no trânsito e chegou depois de nós, com o que deu tudo deu certo no final, só que uma hora mais tarde.

Marcos Egydio é um dos sócios da Gestão Origami, uma consultoria em gestão de negócios com um vetor de atuação com base no conceito da sustentabilidade. Ou seja, ele tem muita experiência e proximidade com empresas que pensam com alguma ênfase no socioambientalismo.

Ele começou falando sobre sua experiência pessoal, sobre como chegou ao socioambientalismo. Sua formação é de agrônomo. Ele acabou se interessando pela agricultura orgânica, fez um curso na Inglaterra, voltou e foi trabalhar na Suzano em 1999. Acabou na parte de papel reciclado.

Também realizou grandes trabalhos com a Natura, empresa de cosméticos profundamente ligada a questões ambientais, e com o Banco Real, que promoveu grandes alterações internas para tornar-se um banco sustentável.

Em certa altura da entrevista ficamos preocupados em falar apenas de exemplos de grandes empresas, e perguntamos sobre causos mais miúdos. Marcos Egydio nos falou da rede de varejistas de produtos orgânicos que se encontra no Parque da água Branca aos sábados, onde poderíamos encontrar desde pequenos agricultores que plantam algo nos quintais de suas casas até profissionais tarimbados e experientes na área.

Esta foi nossa segunda entrevista. A primeira havia sido sobre Socioambientalismo e Educação, e havíamos saído totalmente sem direção, apenas sabendo que tínhamos que melhorar a conversa com os consultores. Nesta, que já seguiu um roteiro prévio, as coisas foram bem melhores.

A experiência do consultor com grandes empresas, com o “dinheiro verde”, trouxeram uma luz para o roteiro. Agora víamos que ele poderia partir de experiências interessantes, de fatos concretos. É claro que ele teria que seguir uma tese, uma ideia, mas depois desta conversa parecia possível assumir uma segunda linha narrativa. Como temos também uma parte ficcional (definida desde o primeiro contato e incluída no contrato) já tínhamos um tripé a seguir.

Não era muito, mas já não era nada.

PS: No final, ainda falamos um pouco do glorioso Santos Futebol Clube.

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