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Os percalços na implementação da Agricultura Orgânica e Biodinâmica

20 dezembro 2010 1.545 visualizações Sem comentários

Certamente você já deve ter ouvido falar, ou mesmo, já se tornou um adepto da Agricultura Orgânica e suas formas sustentáveis na produção de alimentos sem a utilização de fertilizantes e quaisquer produtos sintéticos. O termo que vem sendo discutido ultimamente também está ligado a uma outra vertente, a da Agricultura Biodinânica.

O conceito partiu do fundador da Antroposofia, Rudolf Steiner (1861 – 1925), apresentado em uma série de oito palestras apresentadas durante o Congresso de Pentecostes (1924), quando Steiner propôs a agricultura como fundamento de toda cultura, propondo um verdadeiro intercâmbio entre a Terra e o Cosmo. O conceito de Steiner coloca o ser humano como ponto central, responsável por transformar um sitio ou uma fazenda, em um organismo em si, capaz de produzir sua renovação integrando todos os elementos agrícolas que possui.

Para o consultor Marcos Egydio do Documentário Produção, para a Série Somos um Só, ambas as formas de agricultura precedem o uso e a utilização de produtos sintéticos, que vão desde adubos químicos a defensivos agrícolas.

Mas segundo o consultor, a Agricultura Biodinâmica procura ainda entender a propriedade como esse grande organismo vivo a que se propõe, onde a noção do ciclo de nutrientes lida diretamente com um balanço de nutrientes da propriedade, com o manejo tanto dos processos agrícolas como agropecuárias, para fechar estes ciclos de nutrientes dentro de uma propriedade.

Os primeiros projetos implementados pelo Banco Mundial para difundir a técnica e levar o processo de produção agrícola no mundo inteiro não foram muito bem sucedidos. Do ponto de vista técnico e da concepção teórica eles haviam muita qualidade, mas faltava um simples detalhe para ampliar técnica, principalmente em países de terceiro mundo: o de levar em consideração o componente da cultura local.

Segundo o consultor, muitos desses projetos estão abarcados e cercados de boas intenções em querer ajudar principalmente os países de terceiro mundo, mas carregavam em si uma certa “arrogância cultural” que prescindia da importância em questionar os verdadeiros problemas, desafios, dinâmica, ritmo da natureza e ciclos biológicos locais, alem do mercado, do ritmo das pessoas e do que as motivavam para que, aliando estes componentes e aspectos culturais locais, pudessem contribuir com toda a parte teórica dos projetos.

Assim, foi percebido que muitos desses projetos estavam fadados ao fracasso, que precisavam valorizar e dar mais sentido ao envolvimento cultural, para que de certa maneira houvesse maior engajamento entre as partes interessadas, levando em consideração todas as demandas dos atores, que certamente terão algum tipo de relação com o envolvimento do projeto direta, ou indiretamente.

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